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por Laís Prado

Produção

Carta às agências

29 produtoras posicionam-se contra a cobrança de BV

14
outubro
2015



Grupo que reúne quase 30 produtoras brasileiras de filmes publicitários assinou carta endereçada às agências de publicidade que defende o fim da prática de cobrança de BV (ou comissão) de produção, que gira hoje em torno de 10% do valor total do trabalho, chegando em alguns casos a inacreditáveis 20%.

Antes do envio da carta, representantes do grupo visitaram várias agências para apresentar sua decisão e explicar este novo posicionamento.

No documento, as produtoras defendem que as "reivindicações das agências em relação à remuneração pela coordenação de produção devem ser cobradas diretamente de seus clientes e de maneira transparente, conforme Normas-Padrão da Abap (Associação Brasileira de Agências de Publicidade), incorporadas pelo Cenp desde 1998."

Abap e APRO (Associação Brasileira de Produção de Obras Audiovisuais) também já se posicionaram contrárias à cobrança (leia aqui).

Até o momento, fazem parte do grupo as seguintes produtoras: Alice Filmes - Bando - Barry - Big Bonsai - Cia. Cinema - Cine - Conspiração - Delicatessen - Fulano - Honey Bunny - Hungry Man - Killers - Lobo Filmes - Mixer - Nunchaku - O2 - ParanoïD - Pba - Popcon - Prodigo - Produtora Associados - Rebolucion - Saigon - Santa Transmidia - Stink - Sentimental - Vetor Zero - YourMama - Zohar.

"Nosso objetivo é discutir e unir o mercado em torno de uma proposta que se faz urgente: o fim da cobrança de BV. Isso dependerá do bom senso do mercado, já que não há nenhuma lei que regulamente o tema. A adesão deverá ocorrer de forma espontânea, pois agências e produtoras permanecem com autonomia para decidir se aceitam ou não negociar o BV da produtora", explica o grupo.

Alguns pontos a esclarecer:

O grupo se uniu em torno desta causa mas não pretende se transformar em uma entidade que represente as produtoras, embora possa a vir a se reunir novamente para discutir outras práticas do mercado publicitário que considere inadequadas. A entidade que representa as produtoras é e continuará sendo a APRO.

Quem não aderiu ao grupo pode, a qualquer momento, se assim desejar, utilizar o modelo da carta enviada e se posicionar da mesma forma que as 29 estão fazendo. Quem decidir aderir à causa deve, imediatamente, avisar as agências para as quais costuma produzir que não pagará mais o BV e não mais aceitará sua cobrança, em hipótese alguma. Há produtoras que, de fato, não foram procuradas pelo grupo, já que existem mais de 100 no mercado e havia pressa em fechar a questão. Por outro lado, há sim casos de produtoras grandes do mercado que foram procuradas mas preferiram não se posicionar de forma contrária ao pagamento desta comissão.

"No nosso ponto de vista, essa medida é extremamente benéfica e saudável para o mercado, tanto que fomos extremamente bem recebidos pela Abap. Mas respeitamos quem decidiu não aderir, seja lá pelo motivo que for. O importante é que essas 29 grandes empresas do mercado se reuniram em torno dessa causa, por melhores e mais transparentes práticas. Estamos certos de que essa atitude irá inspirar outras tantas produtoras e teremos cada vez mais empresas abraçando esse novo posicionamento", comenta o grupo.

Abaixo, na íntegra, a carta endereçada às agências.

"São Paulo, 14 de Outubro de 2015

Prezado(a)

Recentemente a ABAP (Associação Brasileira de Agências de Publicidade) e a APRO (Associação Brasileira de Produção de Obras Audiovisuais) reafirmaram às suas associadas que ambas entidades jamais suportaram ou, mesmo, reconheceram qualquer prática de recebimento de bonificações, comissões, BVs ou assemelhados por parte de qualquer tipo de fornecedor especializado ou produtora que trabalhe em projetos encomendados para os anunciantes atendidos (leia aqui).

Assim sendo, as produtoras abaixo concordam e enfatizam que são contrárias a essa prática.

Quaisquer reivindicações de agências que acreditam que devem ser remuneradas pela coordenação de tais produções, devem cobrar honorários de produção diretamente de seus respectivos clientes de maneira transparente conforme Normas-Padrão da ABAP, incorporadas pelo CENP desde 1998, a própria legislação aplicável em vigor e os procedimentos éticos de melhor prática.

Como produtores e cidadãos, num momento em que o Brasil está sendo passado a limpo, estamos buscando transparência em nosso trabalho, exigindo responsabilidade e seguindo regras internacionais de 'compliance'.

Estamos certos de que, só dessa forma, contribuiremos positivamente para o nosso mercado.

Cordialmente,

ALICE FILMES - BANDO - BARRY - BIG BONSAI - CIA. CINEMA - CINE - CONSPIRAÇÃO - DELICATESSEN - FULANO - HONEY BUNNY - HUNGRY MAN - KILLERS - LOBO FILMES - MIXER - NUNCHAKU - O2 - PARANOÏD - PBA - POPCON - PRODIGO - PRODUTORA ASSOCIADOS - REBOLUCION - SAIGON - SANTA TRANSMIDIA - STINK - SENTIMENTAL - VETOR ZERO - YOURMAMA – ZOHAR."

Leia anterior sobre o assunto aqui.