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por Laís Prado

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Cresce número de negros protagonizando comerciais no Brasil

08
agosto
2018



Houve um aumento de 57% de homens negros como protagonistas de comerciais no Brasil, de modo que eles passam a representar um total de 11% dentre os personagens principais masculinos, segundo dados da 6ª edição da pesquisa "TODXS - Uma análise da representatividade na publicidade brasileira". 

O estudo é realizado pela Heads em parceria com a ONU Mulheres e o crescimento foi registrado comparativamente aos números obtidos pela 5ª onda do estudo, em julho de 2017. Naquela ocasião, foi detectado que apenas 7% dos protagonistas de filmes publicitários sexo masculino eram negros.

O projeto teve início em julho de 2015, quando os homens negros representavam menos ainda: somente 1% dos personagens principais em peças publicitárias para TV.

Nesta nova etapa, a agência monitorou todos os comerciais veiculados nos canais de televisão (aberta e fechada) de maior audiência no país, entre os dias 5 e 11 de fevereiro de 2018, tendo sido analisadas 1.822 inserções.

A nova onda do estudo aponta ainda que o número de mulheres negras protagonizando os filmes publicitários no período foi de 16%. Apesar de ter registrado uma queda frente aos 21% da etapa anterior da pesquisa, houve um crescimento em comparação à primeira onda, quando os comerciais traziam somente 3% de personagens principais negras.

"Os resultados referentes à raça são positivos, mas considerando que 55% da população brasileira se declaram negros, percebemos que estamos muito distantes de um ideal de equidade. A publicidade ainda é racista: dentre os coadjuvantes, os negros são maioria. Mas o que se quer é protagonizar. É ter voz", pondera Isabel Aquino, diretora de planejamento da Heads e responsável pelo estudo.

Outros dados levantados dão conta de que, pela primeira vez, houve mais personagens de cabelos ondulados, cacheados e crespos do que com cabelo liso.

"Trata-se do crescimento de um movimento de afirmação de identidade, fortalecimento de autoestima e do orgulho das pessoas de serem como são. É como se as pessoas estivessem dizendo: eu não vou alisar o meu cabelo para me encaixar a um padrão", analisa Isabel.

Em relação à questão de gênero, o estudo detectou que agora há mais comerciais em que homens aparecem envolvidos com cuidados com os filhos e com a casa. E as mulheres podem vistas mais vezes em filmes que valorizam seus talentos, autoestima e liberdade de escolha.

Ainda de acordo com a pesquisa, 25% dos investimentos foram direcionados a mensagens publicitárias que "empoderam", contra apenas 8% para materiais que reforçam estereótipos.

Na avaliação de Isabel, a publicidade está mudando, sim, "mas não na velocidade que se deseja". Segundo ela, em pleno ano de 2018, "ainda há situações nos comerciais que objetificam mulheres, que limitam os homens aos padrões machistas, escondem os negros. Ou que recorrem a uma diversidade de casting, sem necessariamente dar voz a grupos minorizados, tanto nos comerciais quanto dentro das empresas. Isso é 'diversity washing', ou seja, se valer da diversidade para ficar 'bem na fita', sem se comprometer realmente em transformar a sociedade”, analisa.