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Bob Wolfenson defende transitar por 'várias disciplinas' da fotografia
O fotógrafo Bob Wolfenson, que falou ao público do Novo Festival do CCSP, no auditório Simon Bolivar, nesta segunda-feira (03), no Memorial da América Latina, iniciou sua palestra dizendo que advoga a ideia de transitar por várias disciplinas da fotografia.
"Eu não seria um bom fotógrafo publicitário se não fizesse editoriais de moda, retratos e trabalhos pessoais. E não seria um bom fotógrafo de retratos se não trabalhasse nas outras áreas, ou seja, não seria nenhum desses 'fotógrafos' se não fosse o outro. Talvez seja essa alternância de possibilidades de sujeitos e objetos transitando que me mantem vivo e ativo há muitos anos na profissão", observou Wolfenson.
O fotógrafo apresentou muitos de seus trabalhos, começando pela área de publicidade e passando também pelos editoriais de moda, pelos retratos e por seus trabalhos pessoais.
Ele mostrou suas primeiras fotos, clicadas aos quinze anos de idade, a partir da janela da casa dele. "Apresento essas fotografias para mostrar como eu já era curioso para o que acontecia na vida exterior", comentou.
Wolfenson também exibiu no telão seu primeiro trabalho publicitário grande, realizado nos anos 80, para o Eldorado Plaza Shopping. "Naquela época, não tinha Photoshop, então tínhamos que nos preocupar em fazer numa tomada só, ao contrário de hoje em dia, em que nem nos preocuparíamos com a sequência inteira, faríamos em várias partes e depois poderíamos juntar", ponderou.
"É uma realidade inexorável para o fotógrafo publicitário: com o avanço tecnológico, ele se transformou num sampleador, ele junta várias imagens e as coloca num contexto", afirmou. "De vez em quando, alguma agência quer fazer algo de forma analógica nos moldes antigos, mas geralmente não funciona, porque da forma antiga envolve custo muito alto e tempo. É quase um retrocesso", completou.
Entre as campanhas exibidas por Wolfenson, estava uma da Grendene, com Gisele Bündchen, que lhe rendeu prêmio da Fundação Conrado Wessel, na categoria Fotografia Publicitária, em 2005. Mostrou ainda o primeiro trabalho feito pela Almap para Claro, fotografado por ele, peças clicadas para Arezzo, para O Boticário, SKY, Volkswagen, Nokia, Itaú e muitas outras.
Bob apresentou e também comentou um trabalho para Chevrolet Cruze, em que ele e outros artistas foram convidados a "interpretar a proposta do carro" (leia aqui). "Não tinha layout, não tinha nada, o que não é nem um pouco comum", observou.
Quando exibiu seus retratos, Wolfenson afirmou que um bom retrato não é aquele que tem a capacidade de 'captar a alma', pois a fotografia não consegue fazer isso, em sua opinião. Também não é aquele que consegue pegar a pessoa 'descontraída', segundo alguns acreditam. "Um dos meus melhores retratos é de alguém muito contraído, do escritor João Cabral de Melo Neto. Então, essa ideia de que é a descontração que faz um bom retrato vai por água abaixo".
Na área editorial de moda, ele mostrou várias fotografias, clicadas para as revistas Vogue, Elle, S/N e Mag. Apresentou ainda diversos cliques que fez para Playboy e, por fim, mostrou alguns de seus trabalhos pessoais.
Leia anterior sobre o assunto aqui.