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Cartão de infidelidade

Santander e Decolar se unem, mas não pregam fidelidade

13.02.20

O Santander e a Decolar estão juntos - e tem a Visa com eles. Isso fica evidente em campanha que está nos canais digitais do banco. Em foco, está o primeiro “cartão de infidelidade” do mercado. Explica-se.

A Decolar já dispunha de um plano de loyalty, o Passaporte Decolar. Mas eles não contavam com um cartão de crédito. O programa de benefícios ficava concentrado no site da empresa. Nesse quadro se inseriu o Santander. “Ambos achamos que o plano tinha potencial de se tornar um cartão de crédito mesmo”, diz Igor Puga, diretor de marketing e marca do Santander. Para concretizar o projeto, escolheu-se a bandeira Visa.

O novo acordo permite acumular pontos no Passaporte Decolar e trocá-los por voos em qualquer companhia aérea. Qualquer uma de fato. Era, portanto, um “cartão de infidelidade”. E foi esse o nome escolhido para batizar o produto.

Para divulgar o Cartão de Infidelidade Decolar Santander, a Suno, que atende o Santander, criou uma campanha que começa com um filme de um minuto – há pelo menos mais outro a caminho. Produzido pela O2 e dirigido por Ian SBF, o comercial mostra uma comissária de bordo apresentando primeiro um cartão, depois outro. A locução anuncia que a novidade é “infidelidade pensada especialmente para você”.

E assim vão surgindo mais comissárias e comissários no avião, de diferentes tipos e estilos. Em seguida, vem mais outra explicação: “a infidelidade não para por aí”. Os pontos acumulados podem ser trocados por hospedagens, aluguel de carros, ingressos e pacotes de viagem.

Um detalhe curioso sobre a produção é que foi usado um avião que fica em Araraquara, no interior de São Paulo. A aeronave era da Vasp e foi comprada em um leilão da massa falida.

Quando o filme parece se aproximar do fim, um bônus. O avião volta a aparecer e surge um passageiro famoso que comenta: “Não é sobre ser fiel. É sobre ser leal”. A figura em questão é o cantor Fábio Júnior.

Cartão de infidelidade

Santander e Decolar se unem, mas não pregam fidelidade

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