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CCXP 2019

Niantic, de Pokémon Go, busca parcerias no Brasil

06.12.19

A Niantic, empresa de realidade aumentada que está por trás do hit Pokémon Go e também do jogo Harry Potter - Wizards Unite, irá anunciar parcerias no Brasil no início de 2020. Os nomes permanecem em segredo, mas devem ser duas empresas, ao menos no primeiro momento. Quem contou essa novidade foi o colombiano Omar Téllez, vice-presidente de parcerias estratégicas da Niantic, que participou nesta semana de um painel do Unlock CCXP, evento que antecede a CCXP e que discute negócios da indústria do entretenimento.

Téllez explicou que o jogo, por ter paradas, poderá incluir lojas para que elas sejam utilizadas como stops. Buscar negócios com localização é uma das missões do escritório da Niantic que opera no Brasil há cerca de um ano. Aramis Pelissari, growth scout da empresa para a América Latina, disse ao Clubeonline que uma das tarefas da equipe é trazer para o país formatos que existem lá fora, como os “Quest patrocinados”. A presença de marcas nos jogos não se dá como banner ou como pop-up, mas pelos stops ou por ações e promoções vinculadas às atividades dos jogadores.

Já existe uma ferramenta que permite a requisição de stops. Para quem não sabe, quem entra no game faz paradas durante a jornada em busca de pokémons ou cumprindo as missões de Harry Potter. Essas paradas são locais em que se aciona o celular para disputas. Muitas estão colocadas sobre grafites da cidade, por exemplo. Por meio da ferramenta que está disponível, um usuário pode requisitar que um determinado local vire parada. A Niantic analisa a proposta e verifica se ela cumpre alguns requisitos.

As negociações para a presença de marcas vão além de criar stops. No primeiro momento, a companhia está em tratativas com empresas de grande porte. A expectativa é que em 2020 sejam costuradas mais parcerias, além das que devem ser anunciadas no início do ano que vem.

Outra missão da Niantic no Brasil é estabelecer acordos com operadoras para que os games possam ser incluídos em pacotes do usuário de forma a diminuir o impacto do consumo de dados. Esse é um fator que influencia na atividade do usuário que vive em países em desenvolvimento.

No painel, Téllez disse que aposta na evolução da tecnologia, com a chegada do 5G e com a oferta de uma banda com mais capacidade de trafegar dados. Ele afirmou que ainda virá a tecnologia que permitirá ao jogador andar à procura de pokémons sem ficar tanto tempo olhando para o celular.

No debate "A exploração de novas formas de narrativas através de tecnologias emergentes", Téllez destacou que os jogos de realidade aumentada permitem experiências coletivas feitas cara a cara e ajudam a combater o sedentarismo. Os usuários organizam encontros, mas também estabelecem contatos quando se dirigem a paradas populares, como as localizadas no parque do Ibirapuera. “Os jogadores gostam de sentir que estão ocupando a cidade, conhecendo novos espaços e ampliando sua rede de contatos”.

A atriz e diretora Bianca Comparato também participou do painel, mas no papel de sócia da produtora Rio Games. A protagonista de “3%”, da Netflix, lançou em outubro um game de voz inspirada na série: The 3% Challenge, que foi desenvolvido em parceria com outra empresa, a Doppio. O jogo faz testes que simulam o processo de escolha de pessoas que é o centro da história de “3%”.

A Rio Games está de olho nos smart speakers, nos devices alimentados pela Alexa (Amazon) ou pelo Google Assistente. A preocupação com o uso de dados dos consumidores é algo que não escapa à empresa. “Hoje tudo gira em torno de dados. Mas cabe ao usuário exigir que se informe o que se faz com eles”, defendeu. Daniel Magnanelli, sócio e diretor de negócios da MediaMonks, reforçou essa questão, afirmando que a proteção da privacidade é um tema que deve ocupar empresas e consumidores.

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Niantic, de Pokémon Go, busca parcerias no Brasil

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