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Guerra do streaming

Apple TV+ inicia nova fase do mercado

01.11.19

Nesta sexta-feira, 01º, a Apple TV+ abriu sua operação para o público. Com o custo de US$ 4,99 mensais nos EUA e R$ 9,90 no Brasil, o serviço chega para disputar um mercado que é liderado pela Netflix, empresa que até padrão de comportamento estabeleceu no mundo: o binge watching (fazer uma maratona de séries).

A Apple TV+ oferece a assinatura mais barata do mercado americano. No Brasil, o preço equivale ao da Amazon Prime Video. Mas no país de origem, os EUA, a empresa de Jeff Bezos cobra US$ 12,99 por mês.

Há outro fator que torna o serviço da Apple ainda mais competitivo no quesito preço. A companhia está ofertando um ano de graça na assinatura para quem comprou algum aparelho da Apple (benefício que começou no dia 10 de setembro). E ainda há o free trial: sete dias para que interessados possam navegar pelo conteúdo da nova plataforma de streaming, que não vem com a temporada inteira na grade.

Por enquanto, nove títulos entraram na programação nos EUA. Entre eles está a menina dos olhos, por assim dizer. É a série “The Morning Show”, com Reese Witherspoon e Jennifer Aniston, drama que teve um orçamento de US$ 300 milhões. As reações dos críticos estão divididas. Parte elogiou, sobretudo pela performance dos atores (outro protagonista é Steve Carell). Porém houve quem dissesse que a história é sem graça e sem sentido. No Rotten Tomatoes, o score de “The Morning Show” ficou em 59%.

Com um orçamento de US$ 6 bilhões - originalmente o budget estava em US$ 1 bilhão (leia aqui), a Apple TV+ buscou nomes de peso para jogar a qualidade do conteúdo nas estrelas. Oprah Winfrey está na grade com seu talk show focado em livros. Outra série que está à disposição é “See”, um thriller pós-apocalíptico com o astro pop Jason Momoa (o Aquaman da DC). Há ainda “Dickinson”, uma comédia sobre a poeta Emily Dickinson, interpretada por Hailee Steinfeld e com foco na audiência mais jovem. E também “For All Mankind”, série que faz uma revisão da corrida espacial.

Vale lembrar que o início do serviço se deu poucos dias depois da divulgação da queda de vendas de 9% do iPhone no terceiro trimestre. Neste ano, a empresa fundada por Steve Jobs só amargou quedas com seu celular. No segundo trimestre, as vendas recuaram 12% e no primeiro, 17%.

Disney+, preço e catálogo de invejar

No dia 12 de novembro, a Disney+ entra no ar nos EUA. A assinatura mais em conta é de US$ 6,99, um pouco mais barato do que o plano básico da Netflix (US$ 8,99). No catálogo, além de produções Disney, tem Pixar, Marvel e Star Wars. Se a opção for acompanhar também o conteúdo da ESPN+ e do Hulu, o valor vai para US$ 12,99 por mês. A Disney tem a meta de atingir mais de 160 milhões de assinantes com o combo Disney+, ESPN+ e Hulu até 2024.

Como a guerra se estabelece também pelo valor do conteúdo, a corporação não está economizando em seus originais. É o que mostra reportagem recente do The Hollywood Reporter. Os estúdios Marvel pretendem investir na produção das séries o equivalente ao que fariam com os filmes do cinema. Segundo o site, episódios de “Falcão e o Soldado Invernal”, “WandaVision” e “Gavião Arqueiro” sairão por US$ 25 milhões. As séries só entram na grade no ano que vem.

Sobre a chegada do serviço ao Brasil, não há datas, mas calcula-se que seja para o segundo semestre de 2020. Enquanto isso não acontece, Amazon Prime Video e Disney fecharam um acordo para que a plataforma exiba conteúdos da companhia na América Latina. Ou seja, “Capitã Marvel”, “Vingadores”, “O Rei Leão”, entre outros. O contrato é de um ano (relembre aqui). Isso quer dizer que valerá até outubro de 2020.

HBO Max e a “redefinição do futuro”

Não faltam mega sucessos no catálogo da Warner Media para que ela apresente com pompa suas armas nessa guerra. Na terça-feira 29, com direito a cenas de conteúdos já transformados em cults ou que viraram recordistas de audiência e prêmios, como a franquia Matrix e a série Game of Thrones, e com a promessa de novos campeões de popularidades, a companhia anunciou a data de lançamento do HBO Max e as vantagens de seu serviço de streaming e seus preços.

Um dos vídeos apresentados pela Warner Media ressalta que a companhia já redefiniu o futuro uma vez. E que ela está pronta para fazer isso de novo. A nova plataforma estreia em maio de 2020 com o preço de US$ 14,99 mensais.

São dez mil horas de conteúdo premium, informou a Warner Media. Uma das novidades é a série "House of the Dragon", nascida de Game of Thrones. Se a Apple TV+ ataca com Snoopy, e a Disney com... Disney e Pixar (ufa!), a HBO Max contará com South Park e Rick and Morty. E Friends e Doctor Who.

Outro trunfo são os títulos de cinema ligados à DC Comics. Estarão lá “Mulher Maravilha” e “Aquaman”. Uma série, “Lanterna Verde”, vem sendo apontada como a maior produção da DC no gênero. Mas há mais. Em um dos vídeos do anúncio da HBO Max, aparece o “Coringa” de Joaquin Phoenix, sugerindo que o filme estará na plataforma. Aos mega fãs brasileiros do vilão - e do longa dirigido por Todd Philips -, é importante observar que o serviço deverá estar disponível na América Latina a partir de... 2021. Sim, vai demorar um pouco para a guerra do streaming se instalar plenamente por aqui.

 

Lena Castellón

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