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QUARTA MÍDIA

Editora Globo terá dois lançamentos em 2008; Lourenzi responde sobre nova distribuidora de revistas

21.11.07

Na edição desta semana da coluna Quarta Mídia você verá que a Editora Globo fará dois lançamentos em 2008; Hercílio de Lourenzi, da Escala, escreve à coluna sobre furo divulgando articulação para criação de nova distribuidora de revistas; e que jornais gratuitos faturam com sobrecapas.


Globo prepara duas novas revistas


A Editora Globo programou o lançamento de duas revistas em 2008. Uma delas é a Época São Paulo, que deve começar a circular com periodicidade semanal a partir de março, como antecipado por este colunista na semana passada. Atualmente, Época SP circula apenas em algumas datas especiais e não tem mais do que quatro edições por ano. A outra novidade viria no segundo semestre e tem seus planos guardados a sete chaves. Quarta Mídia descobriu, porém, que será uma publicação voltada ao público masculino, o que a diretoria da Globo não confirma.


Mais Fantástico nas bancas


A Revista do Fantástico – cuja última edição deste ano acaba de chegar às bancas – terá sua periodicidade alterada em 2008. Ela passará a ser trimestral, e não mais quadrimestral. A Editora Globo pretende oferecer o título também para assinaturas no ano que vem, já que a revista somente é vendida em bancas e em quiosques de lojas varejistas.


Repercussão no meio


Furo da coluna Quarta Mídia da semana passada (confira aqui) repercutiu forte no mercado. Trata-se de notícia divulgada com exclusividade pela coluna dando conta de que um grupo de editores de revistas pretende incentivar a criação de uma nova distribuidora, que faça frente à Dinap e à Fernando Chinaglia. A primeira já é uma tradicional empresa do Grupo Abril e a segunda acaba de ser adquirida pela companhia da família Civita. Concentrando praticamente 100% do mercado de distribuição de revistas no Brasil, o Grupo Abril acabou gerando desconforto nos demais editores dessas publicações, conforme Quarta Mídia relatou na semana passada.


Resposta à coluna


Apontado por este colunista como o editor de revistas que estaria liderando o processo de incentivo à criação de uma nova distribuidora, Hercílio de Lourenzi enviou email com alguns esclarecimentos. Seguem abaixo alguns trechos do texto do dono da Editora Escala para Quarta Mídia.


Palavras de Lourenzi 1


“A compra da Fernando Chinaglia Distribuidora pelo Grupo Abril gerou desconforto no mercado. A maioria dos editores desconfiava de dificuldades enfrentadas pelas distribuidoras de revistas e se sentia incomodada com a estagnação do mercado nos últimos tempos. No âmbito da ANER, há muito se buscavam formas que pudessem reverter esse quadro preocupante, e alguns progressos foram feitos, que tiveram ao menos o mérito de estancar o processo de deterioração, mas que foram insuficientes para reverter o quadro. Havia uma verdade inconveniente, e uma realidade mantida oculta que acabaram por dificultar a busca de uma solução mais efetiva para os problemas que o mercado enfrentava. Esse quadro acabou por levar a que algo tivesse que ser feito. E o foi aparentemente sem o conhecimento de nenhum dos editores clientes da Chinaglia, que viram desmoronar num instante o discurso de independência proclamado pelos antigos acionistas da empresa e que era usado como principal argumento comercial. Claro que esse fato gerou desconforto, desconfiança, insegurança. Mesmo entendendo todos o direito legítimo que cada um tem de fazer o que quiser com aquilo que lhe pertence.”


Palavras de Lourenzi 2


“Atualmente, todo mundo está conversando com todo mundo. Editores com editores, com distribuidores... Todos buscando uma posição em que possam realizar seu trabalho, cumprir a missão de suas empresas num ambiente mais tranquilo, sem preocupações que não sejam as inerentes ao seu negócio. A Editora Escala não é diferente. Estamos buscando um posicionamento que nos deixe mais confortáveis e não descartamos nenhuma possibilidade de conversar com quem quer que seja em busca disso. E nossas perspectivas envolvem inclusive a Chinaglia e a Abril, mesmo após a compra. Somente não queremos ser irresponsáveis e levar a empresa a uma aventura que acabe por destruir todo o trabalho realizado nesses quinze anos e nem nos conformar com os fatos acontecidos e permitir que a empresa seja prejudicada.”


Palavras de Lourenzi 3


“Nesse contexto, caso o Grupo Estado, cujas solidez e seriedade dispensam qualquer comentário, esteja mesmo disposto a montar uma distribuidora, vai ter, com certeza, o apoio da Escala, pois independente de a Escala distribuir ou não seus produtos lá, no mínimo se tornará mais uma opção, o que é bom para o mercado. Quanto ao fato de eu ser líder de um grupo de editores do quilate dos mencionados em sua matéria é dar a minha pessoa uma importância que decididamente não tenho e que não se fundamenta nos fatos verdadeiros.” O texto do dono da Escala terminou aí e este colunista e seus leitores agradecem pelo esclarecimento.


Os gratuitos e suas sobrecapas


Está comum os leitores se depararem com sobrecapas de publicidade nos jornais de distribuição gratuita Destak e PubliMetro, em São Paulo. Esta é uma forma encontrada pelas agências para dar grande visibilidade para alguns clientes específicos. Tem dado tão certo que o Destak, por exemplo, circula com uma média de 22 edições por mês. Dessas, 14 têm ações na capa. Hoje mesmo (dia 21 de novembro), há uma ação de sampling criada pela JWT para Nestlé. O fato é que os gratuitos viabilizaram um tipo de comunicação que custa muito caro nos jornais de circulação paga da Grande São Paulo, como Folha e Estadão.


Telessorteios


Na semana passada a coluna publicou nota com o título “Retorno às origens”, sobre os telessorteios pelo sistema de ligação telefônica por meio do prefixo 0900, que estavam de volta depois de oito anos de proibição. Na própria semana passada a Justiça determinou a suspensão dos telessorteios via prefixo 0900 que a Rede TV! vinha realizando. Mas não foi pelo exorbitante preço de R$ 4,99 por ligação que o caça-níqueis foi suspenso. Na verdade, os sorteios aconteciam por meio de “leilões reversos”, nos quais fica com o produto quem der o menor lance. Mas a Justiça brasileira, atendendo a pedido da empresa dinamarquesa ResponsFrarikken, que se declara dona do formato de leilão reverso. Isso não adiantou muito, pois a Rede TV! simplesmente mudou o nome de seus sorteios, fez algumas alterações no sistema de leilão (agora vale o "melhor lance") e retomou seu caça níqueis televisado. A "novidade" já pode ser conferida na grade do canal de Dallevo.



Por Marcelo Affini – quartamidia@ccsp.com.br

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