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por Laís Prado

Cannes Lions

Lions Health 2017

Por que Graham é assim?

17
junho
2017



Vencedor de Grand Prix na categoria Health & Welness do Lions Health, “Meet Graham”, da Clemenger BBDO (Nova Zelândia) para a Transport Accident Comission (TAC), é um projeto que tem o objetivo final de fazer as pessoas dirigirem com mais cautela no trânsito.

A ação envolveu a artista Patricia Piccinini, o cirurgião Christian Kenfield e o engenheiro de segurança de estradas David Logan na missão de criar o corpo humano capaz de sobreviver às forças que nos afetam em um acidente de carro. O médico foi responsável por entender as reações do corpo durante um acidente, enquanto o engenheiro fez os cálculos físicos sobre o impacto. Coube à artista criar a figura Graham - a representação de como deveria ser nosso corpo para suportar um acidente. Mais que isso: o boneco que nos faria lembrar o quanto nossos corpos são vulneráveis.

Nós jamais vamos ficar parecidos com Graham. Ele nasceu para nos mostrar que acidentes a 30 quilômetros por hora já podem ser fatais. A velocidade e dirigibilidade dos carros levam as pessoas a acreditar em uma ilusória invencibilidade. Não podemos descuidar da forma como dirigimos, como os outros dirigem, e como nossas estradas e ruas colaboram para um acidente.

O site do projeto explica com detalhes o impacto em cada órgão do corpo humano.

Entenda Graham:

Cérebro: o cérebro humano tem líquidos cefalorraquidianos que atuam como um mecanismo de segurança para os choques do dia a dia. O cérebro por si só não é tão estruturado para suportar golpes pequenos. O que dizer de um acidente de carro - quando milhares de conexões neurológicas são quebradas e a estrutura inteira do cérebro é atingida? O cérebro de Graham é igual ao nosso, mas o crânio é muito maior e há mais líquidos e ligamentos que protegem o cérebro em uma colisão

Costelas: outra parte curiosa de Graham é o peito. As costelas humanas são uma das proteções mais efetivas dos nossos órgãos internos. Não à toa, os cintos de segurança são desenhados para usar a força das costelas para espalhar a energia do impacto e nos ajudar a suportar o acidente (perceba como o cinto acompanha a linha de suas costelas). Graham tem esses ossos mais fortes e um peito maior e que se assemelha a um barril. O torso tem pequenos sacos de pele e gordura que tem função similar à do airbag: absorver a força e reduzir o impacto gradualmente, especialmente de órgãos vitais como o coração. É um sistema melhor para nosso organismo do que uma armadura medieval.

Pescoço: não existe em Graham. Com a parada repentina de um carro, os corpos continuam transferindo energia para partes como a cabeça. Não há qualquer forma de o pescoço impedir a cabeça de ir para trás e para frente em um acidente - causando tensão na coluna e no pescoço, que podem levar à paraplegia. Sem pescoço, Graham tem suas costelas e crânio ligados diretamente, protegendo sua cabeça em movimentos repentinos.

Crânio: essa parte do corpo absorve grande impacto e pode ter uma fratura. Ela foi desenhada para isso, é nosso capacete natural. No caso de Graham, o crânio é desenhado para absorver mais impacto no começo do acidente e tem áreas “amassadas”, que auxiliam o crânio nisso e absorvem energia

Rosto: a cara achatada de Graham se explica porque nossos rostos misturam cartilagem, músculos e ossos de forma delicada. O impacto com o painel, pára-brisa e detritos causam cortes e fraturas, primeiramente no nariz (que foram reduzidos em Graham). As orelhas dele são protegidas pelo crânio.

Pele: especialmente para quem dirige moto ou bicicleta, é um perigo real ter a pele em contato com o asfalto, podendo causar não a morte, mas marcas que serão eternas. Por isso, a pele de Graham é mais grossa e dura, especialmente nos braços, mãos e cotovelos, nas partes que usamos para evitar o choque.

Joelhos: construídos para se movimentar em apenas uma direção, são a parte que quebra primeiro em um impacto - já que o acidente tira o controle dos movimentos. Graham tem joelhos com movimentos em todas as direções, além de uma força extra com tendões mais flexíveis.

Pernas, tornozelos e pés:  o ser humano depende muito dessas áreas para movimentos do dia a dia. Só que elas são protegidas apenas por uma fina camada de pele. Graham tem pernas mais fortes e cascudas, com articulações que permitem que ele salte mais (como se tivesse uma mola) para sair rapidamente da situação ruim em que se encontra. Outra característica é para evitar impacto vindo de baixo. Graham tem juntas extras nas pernas, que adicionam flexibilidade para reduzir o impacto à tíbia.

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