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por Laís Prado

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Emerging Tech Trend Report. Qual versão prefere? (Rui Piranda)

12
março
2018



Fui ver o Emerging Tech Trend Report. 

Qual a versão que você prefere: Otimista, Pragmática ou Catastrófica?

Neste sábado, fui ver uma palestra chamada I’ve got no scren: internet’s screenless future. Sabe, eu adorei. O palestrante, Chris Ferrel (um cara para você acompanhar) me lembrou do filme Her. E eu gostei deste filme, da relação com os sistemas. Gostei de ver um futuro (já presente) em que posso falar, ser ouvido e resolver coisas só com a voz. Sobra mais tempo para escrever, me relacionar.

Mas no domingo, fui assistir ao Emerging Trend Report. E a fantástica palestrante Amy Webb também falou sobre os comandos de voz e suas consequências. Disse que 2018 é o ano em que veremos o início do fim dos smartphones (pelo menos, como os conhecemos hoje). Segundo pesquisas, até 2021, 50% das pessoas, de grandes centros tecnológicos, que interagem com smartphones e computadores, usarão comandos de voz. Já existem inúmeros outros equipamentos que estão em nosso caminho. Sensores, ou Digital Assistants, como a Alexa da Amazon, Siri...

O interessante é que, claro, são mais do que respondedores, são ouvintes atentos. Estes ouvintes saberão pela sua voz se você está num ambiente grande ou pequeno, aconchegante ou frio, sua idade, seu estado de humor e saúde. Se você juntar isso com os sensores que reconhecem a face, verá que nem precisaremos mais de senhas. Não vai precisar colocar o dedinho para ser reconhecido pelo caixa eletrônico. Isso ainda está longe de acontecer? Nada. Já está tudo ai. Na China, os reconhecedores de face já estão em inúmeras câmeras, nas ruas. A ponto de existir algo como o “Painel da Vergonha”. Vou explicar. O sujeito atravessa a rua, sem esperar que o sinal feche. Coloca a vida de outras pessoas em risco. A câmera detecta a face e projeta, num painel público, a foto do “meliante”. E um policial ainda multa o cara.

O interesse por estas interfaces (reconhecimento de voz e face) avança porque elas podem dialogar sobre você. E aí vem a questão que eu trouxe no título. Amy compartilhou as projeções dessas tecnologias para daqui 10 anos (apenas). Prepare-se!

Na versão Otimista: teremos melhores informações sobre cada um de nós, quanto mais interagirmos. Será o fim dos isolamentos sociais. A gente não vai mais estar com a cara enfiada no telefone e os devices serão mais seguros.

Na versão pragmática: a transição nos leva a múltiplos dispositivos portáteis. Não teremos interação entre os dispositivos (se os desenvolvedores não trabalharem juntos). A frustração dos consumidores crescerá. O ecossistema como um todo crescerá de forma desacelerada.

Na versão catastrófica: teremos novos dispositivos digitais. Os ricos obtêm os melhores dispositivos. Todos os outros estão sujeitos a versões menos desejadas. Percebemos muito tarde que a era da privacidade acabou. Conduz à regulamentação pesada. Somos todos miseráveis.

Bem, Amy afirma que a versão otimista tem 0% de chance de existir. E que as outras duas dividem o cenário igualmente, com 50% de chance para cada uma.

Esta foi apenas uma das projeções. Há outras. No final, ela fez uma convocação para que pessoas de negócios façam diferentes estratégias e pensem muito antes de fazer seus investimentos. Para as pessoas ligadas ao governo, pediu que pensem agora em estruturas e normas antes de se verem sobre pressão (ou coação). E, aqui, compartilho o apelo dela para você, pessoa criativa: aproveite todas as oportunidades para fazer o futuro acontecer tendo o pensamento voltado para as pessoas. O melhor para elas. Pode parecer piegas, mas não é. Volte-se para as suas tomadas de decisão do dia a dia com maior atenção.

Para ajudar na sua reflexão, compartilho aqui, o documento completo fornecido or Amy.

Baixe, leia, reflita.

Enjoy!

Rui Piranda, sócio e diretor da agência For All, direto de Austin
Leia texto anterior do Rui, aqui.